{"id":426,"date":"2019-05-09T10:35:11","date_gmt":"2019-05-09T10:35:11","guid":{"rendered":"http:\/\/media.age-mgpoente.pt\/?p=426"},"modified":"2019-07-09T10:43:37","modified_gmt":"2019-07-09T10:43:37","slug":"o-tunel-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/media.age-mgpoente.pt\/?p=426","title":{"rendered":"O T\u00fanel do Tempo"},"content":{"rendered":"<h4><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>(Podes ser um dos autores desta hist\u00f3ria, escrevendo nos coment\u00e1rios a sua continua\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/span><\/h4>\n<h2>O T\u00fanel do Tempo<\/h2>\n<p>(Chegou ao seu destino!)<\/p>\n<p>Foi com estas palavras na cabe\u00e7a que ele acordou sobressaltado e confuso.<\/p>\n<p>Uma imensa claridade feria-lhe os olhos e cegava-o, n\u00e3o o deixando entender o espa\u00e7o que o rodeava. Apenas tinha uma leve sensa\u00e7\u00e3o de que uma imensa sombra se afastava rapidamente, deixando-o \u00e0 merc\u00ea daquela incandescente luz que lhe feria os olhos desabituados \u00e0 claridade, enquanto um forte sopro lhe arrepiava a pele desnudada, ao mesmo tempo que ouvia o forte ribombar de imensas vagas que o atordoavam, parecendo que o queriam despeda\u00e7ar com a sua for\u00e7a descomunal.<\/p>\n<p>Verdadeiramente assombrado e assustado, tentou entender aquela situa\u00e7\u00e3o. Mas apenas se lembrava daquela frase enigm\u00e1tica:<span id=\"more-877\"><\/span><\/p>\n<p>(Chegou ao seu destino!)<\/p>\n<p>Teria ele conclu\u00eddo uma longa viagem? De onde, se a sua mem\u00f3ria lhe parecia completamente vazia, nem sequer se recordando de quem era ou de onde viera?<\/p>\n<p>Estaria ele ali para cumprir alguma miss\u00e3o? Qual, se nada mais lhe teria sido dito para al\u00e9m daquelas palavras, s\u00f3 sabendo que estava ali, desprotegido e nu, num local in\u00f3spito, sem ningu\u00e9m, em plena luz e amea\u00e7ado por imponentes massas l\u00edquidas que o afligiam\u2026.<\/p>\n<p>A pouco e pouco, foi-se habituando \u00e0 forte claridade que, afinal, era s\u00f3 o intenso sol a que ele estava exposto, come\u00e7ando a aperceber-se de que estava num intermin\u00e1vel areal cheio de dunas, bem pr\u00f3ximo de um mar revolto de vagas descomunais, que eram impelidas por um forte vento que lhe arrepiava a pele.<\/p>\n<p>Com algum esfor\u00e7o, tentou erguer-se, come\u00e7ando a achar que aquele espa\u00e7o imenso e in\u00f3spito n\u00e3o lhe era estranho de todo. Contudo, continuava a n\u00e3o entender como viera at\u00e9 ali, o que ali fazia, completamente despido e s\u00f3, nem para onde se deveria dirigir.<\/p>\n<p>Na sua mem\u00f3ria havia apenas a vaga recorda\u00e7\u00e3o daquela enigm\u00e1tica frase, cujo conte\u00fado j\u00e1 come\u00e7ava a esquecer, e que o acordara para aquele espa\u00e7o e aquele tempo que ainda n\u00e3o conseguia identificar:<\/p>\n<p>(Chegou ao seu destino!)<\/p>\n<p>Ao olhar com mais aten\u00e7\u00e3o para o espa\u00e7o que o rodeava, reparou melhor nas grandes dunas, barreiras imensas que o separavam da frondosa floresta que supunha existir para al\u00e9m, j\u00e1 que um leve aroma verde e fresco lhe parecia tocar as narinas, tal como barreira intranspon\u00edvel era aquele mar imenso de vagas alterosas e com um cheiro acre e intenso que ele n\u00e3o se atrevia a enfrentar. Por seu lado, o c\u00e9u era um infinito cristalino de azul, coroado por aquele sol que lhe crestava o corpo descoberto e indefeso, vislumbrando-se apenas uma estranha nuvem, um c\u00edrculo perfeito com um ponto negro no centro, como se fosse uma enigm\u00e1tica passagem, que se ia desvanecendo e afastando aos poucos, at\u00e9 desaparecer totalmente no imenso azul.<\/p>\n<p>Entretanto, um cheiro humano e conhecido, trazido pela forte aragem, f\u00ea-lo sorrir, decidindo-o a seguir aquele rasto arom\u00e1tico e quente de gente, esfor\u00e7ando-se por n\u00e3o perder aquela segura pista que o iria conduzir aos seus: aos seus parentes, \u00e0 sua tribo.<\/p>\n<p>Afinal, aquele mundo come\u00e7ava a ter algum sentido: havia algu\u00e9m, bem pr\u00f3ximo de si, com quem ele tinha algo em comum, a quem o ligavam fortes la\u00e7os de afetividade e cumplicidade.<\/p>\n<p>Pouco depois, sons de vozes indicavam-lhe que, realmente, estava no caminho certo, o que lhe deu coragem para subir a uma das dunas de onde p\u00f4de logo vislumbrar um grupo de homens cobertos de grossas peles de urso, armados de enormes estacas afiadas, como se estivessem \u00e0 ca\u00e7a ou para atacar alguma tribo inimiga, mas que, sem sombra de d\u00favida, o procuravam, chamando, com uma certa afli\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2013 Krushny! Krushny!<\/p>\n<p>Naquele momento vi a minha fam\u00edlia e fiquei alegre. Corri para junto deles dar um grande abra\u00e7o<\/p>\n<p>Ent\u00e3o a minha m\u00e3e disse:<\/p>\n<p>\u2013 Finalmente encontr\u00e1mos o nosso filho!<\/p>\n<p>Como eu continuava nu, um grupo de homens decidiu ir ca\u00e7ar ursos para fazer roupa para mim e para termos comida para os pr\u00f3ximos dias, aproveitando os ossos para fazer armas.<\/p>\n<p>Nessa mesma noite, ap\u00f3s termos ca\u00e7ado um urso, acendemos a fogueira e fizemos uma jantarada sentados \u00e0 volta da fogueira e aproveitei para contar o que me tinha acontecido.<\/p>\n<p>Eu estava numa ilha e fui levado por uma onda gigante. Entretanto apareceu um golfinho. Pedi-lhe ajuda e o golfinho levou-me para uma ilha muito longe dali. Chegado \u00e0 ilha, vi paus e lianas para construir uma jangada.<\/p>\n<p>Demorei alguns dias a construir a minha jangada e fui-me alimentando das frutas que havia.<\/p>\n<p>Para n\u00e3o ter fome durante a viagem, juntei algumas frutas e pus na jangada.<\/p>\n<p>Quando estava tudo pronto, decidi partir.<\/p>\n<p>Durante a viagem, como o mar estava muito bravo, uma onda atirou-me contra uma rocha, perdi os sentidos e a minha mem\u00f3ria, e nunca mais me lembrei de nada, at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>N\u00ba participantes: 5 alunos e 2 professores<\/div>\n<div>Data realiza\u00e7\u00e3o: ao longo do ano<\/div>\n<div>Respons\u00e1vel: Jorge Alves e Ant\u00f3nio Santos<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Podes ser um dos autores desta hist\u00f3ria, escrevendo nos coment\u00e1rios a sua continua\u00e7\u00e3o) O T\u00fanel do Tempo (Chegou ao seu destino!) Foi com estas palavras na cabe\u00e7a que ele acordou sobressaltado e confuso. Uma imensa claridade feria-lhe os olhos e cegava-o, n\u00e3o o deixando entender o espa\u00e7o que o rodeava. Apenas tinha uma leve sensa\u00e7\u00e3o de que uma imensa sombra se afastava rapidamente, deixando-o \u00e0 merc\u00ea daquela incandescente luz que lhe feria os olhos desabituados \u00e0 claridade, enquanto um forte sopro lhe arrepiava a pele desnudada, ao mesmo tempo que ouvia o forte ribombar de imensas vagas que o atordoavam, parecendo que o queriam despeda\u00e7ar com a sua for\u00e7a descomunal. Verdadeiramente assombrado e assustado, tentou entender aquela situa\u00e7\u00e3o. Mas apenas se lembrava daquela frase enigm\u00e1tica: (Chegou ao seu destino!) Teria ele conclu\u00eddo uma longa viagem? De onde, se a sua mem\u00f3ria lhe parecia completamente vazia, nem sequer se recordando de quem era ou de onde viera? Estaria ele ali para cumprir alguma miss\u00e3o? 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